Supremo vota dividido pela condenação de João Paulo Cunha

Joaquim Barbosa, relator do processo, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia propuseram a condenação do ex-presidente da Câmara, enquanto o revisor, Ricardo Lewandowski, e Dias Toffoli defenderam a absolvição.

Nesta segunda-feira (27), em mais um dia de julgamento do processo do mensalão, a ministra Rosa Weber decidiu aderir em parte ao voto do relator Joaquim Barbosa, pedindo a condenação de João Paulo Cunha, Henrique Pizzolato, Marcos Valério e seus sócios, Ramón Hollerbach e Cristiano Paz, pelos crimes de corrupção e peculato.

No entanto, a ministra pediu a absolvição de Cunha por um dos crimes de peculato, relacionado à contratação feita pelo deputado, então presidente da Câmara, da empresa do jornalista Luis Costa Pinto.

Já o ministro Luiz Carlos Fux, seguiu na íntegra o voto de Joaquim Barbosa, decidindo pela condenação dos réus por todos os crimes.

O último ministro a falar, Dias Toffoli votou pela absolvição de João Paulo Cunha pelas acusações de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e condenou Henrique Pizzolato pelos mesmos crimes.

Ele também condenou Marcos Valério e os sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollebarch, por desvios no Banco do Brasil, mas inocentou os três em relação às acusações de aos desvios na Câmara dos Deputados.

Toffoli é ex-advogado do PT e foi assessor do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, um dos réus no processo. Acompanhe na reportagem.

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