Eleições 2018 – A seara do ódio

Há três semana das urnas, metade dos eleitores ainda não decidiu em quem vai votar. E o que se vê nas redes sociais é o crescimento do ódio num Brasil dividido.

O lado positivo – se é que existe algo bom em tanto ódio – é que a extrema direita resolveu sair do armário. Não se esconde mais por trás da falsa imagem de “gente de bem”. Afinal, gente e bem não promove a tortura e o homicídio, não é mesmo?

A autoproclamada esquerda não fica atrás. O PT se consagra como campeão da divisão do nós e eles. E basta ouvir o argumento de que Lula está preso por perseguição do judiciário, para saber que isso é pura provocação. Pousar de vítima cai bem para quem está na cadeia, mas não para quem pretende governar um país mergulhado na discórdia.

Enquanto isso, o vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, resolveu apelar, dizendo-se “profissional da violência”. Não foi uma boa fala. Todo mundo sabe que no Brasil a violência é monopólio de bandidos. E para rebater o equívoco do militar, Ciro Gomes não deixou por menos e chamou Mourão de “jumento de carga” – que falta de elegância.

O fato é que o rancor tomou conta. Ofensas, ataques de hackers, calúnias e muita desinformação sinalizam que é hora de parar e pensar se é esse o Brasil que desejamos. Pois, por enquanto, o ódio parece ser o único legado do sombrio ano eleitoral de 2018.