#EleNão e as mulheres

No último sábado mulheres no mundo inteiro saíram às ruas para protestar contra o machismo e o preconceito nas eleições brasileiras. Também, pudera, o candidato que lidera as pesquisas é famoso por desrespeitar as mulheres, e até agredi-las. Ele defende, por exemplo, que mulheres tenham salários menores que os homens. E se referiu à própria filha com desprezo.

Mas sabe como é: mexeu com uma, mexeu com todas. Cansadas das atitudes grosseiras do candidato e em defesa de minorias como índios, negros e homossexuais (que o dito cujo também costuma agredir), um grupo de mulheres criou nas redes sociais o movimento #elenão, convocando todo mundo a não voltar nele. O movimento ganhou as ruas e já conta com milhões de seguidores.

Não é somente o ódio contra as mulheres que faz de #elenão um mau candidato. Frequentemente a violência tem pautado seus discursos. No quesito economia ele também não se sai bem. Seu vice chegou a dizer para lojistas que é contra o décimo terceiro salário. Só faltou chamar o papai-noel de comunista.

Mas apesar de todas essas evidências de rejeição, alguns Institutos de Pesquisa e certos veículos de comunicação, numa absurda distorção da realidade, agora insistem que foi o movimento dessas mulheres que fez #Elenão subir ainda mais nas pesquisas. Seria cômico se não fosse trágico.

Seja como for, no próximo domingo dia 7, o tira-teima virá nas urnas.