Lula será interrogado na Operação Zelotes

A estratégia da defesa de Lula de incluir uma penca de testemunhas em seus processos ficou manjada no judiciário. Na ação o terreno do Instituto Lula foram 89 pessoas. O juiz Sérgio Moro, percebendo a malandragem decidiu ouvir todos desde que o ex-presidente participasse. Lula recuou.
Com o juiz Wallisney de Souza em Brasília não foi diferente. Foram incluídas 80 testemunhas, entre eles os ex-presidentes da França, Nicolas Sarkozy e François Hollande, onze senadores, quatro deputados federais, três atuais ministros de Estado e até um ex-treinador da Seleção Brasileira – Vanderlei Luxemburgo.
Depois de conseguir em recurso o direito de que todas as testemunhas fossem ouvidas a própria defesa reconheceu o exagero e reduziu o número de testemunhas para doze – incluindo Fernando Henrique Cardoso.
Agora, o juiz Vallisney de Souza marcou para o dia 21 de junho o interrogatório de Lula, que será feito por vídeo conferência. No processo da Operação Zelotes, Lula é réu por lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência.
A Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia do Ministério Público Federal, acusando Lula de interferir na compra de 36 caças de uma empresa sueca e na prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627, durante o governo de Dilma Rousseff.
As montadoras eram clientes dos lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, e que segundo a procuradoria teriam repassado a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, pouco mais de R$ 2 milhões e 500 mil reais. Um negócio de pai para filho.
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