O Brasil em tempos de cólera

O fenômeno das redes sociais na internet faz brotar um novo estilo no Brasil. Bem diferente do povo alegre e trigueiro dos tempos de outrora, alguns novos brasileiros agora tentam se parecer com os velhos bandidos do esquadrão da morte, e com o jogador Gerson, que gostava de levar vantagem em tudo – lembram? São sombras do nosso passado que seria melhor enterrar, mas que pelo visto ficam cada vez mais evidentes.

Foi um pouco antes do impeachment de Dilma Rousseff, que o País rachou entre coxinhas e mortadelas. Amizades foram desfeitas, famílias ficaram divididas. Dizem até que forças ocultas realizavam o labor de dividir nossas mãos, e fazer com que os irmãos se mirassem com temor.

E foi justamente por instigar a violência e reverenciar torturadores, que radicais como Jair Bolsonaro começaram a chamar atenção.

O Brasil ocupa o quinto lugar no mundo em casos de violência contra a mulher. E não fica muito atrás nos índices de racismo e violência contra homossexuais. Embora isso, o candidato Bolsonaro é notório por desrespeitar mulheres. Ele também já ofendeu índios, negros e tem frequentes reações homofóbicas. Em pleno palanque eleitoral, o candidato instigou a população do Acre a fuzilar seus compatriotas.

Resultado: Bolsonaro virou vítima da própria violência que vem pregando. Na base do olho por olho, dente por dente, um brasileiro qualquer, de origem desconhecida e destino incerto, lhe meteu uma facada.

Depressa os abutres da violência sentiram o cheiro da oportunidade e expuseram o triste episódio até os intestinos – na televisão e nas redes sociais.

Mas mesmo com todo o mimimi, Bolsonaro só cresceu 2% nas últimas pesquisas. E a rejeição a ele subiu para 43%.

citação poema Pablo Milanes