Presos ex-policiais militares acusados da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes

Foram presos na madrugada desta terça-feira (12/03) o sargento reformado da polícia Militar, Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira, de 46 anos, acusados pelo assassinato do motorista Anderson Gomes e da vereadora Marielle Franco. Ronie Lessa foi preso no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro, os dois são vizinhos.

Para a Coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ, Simone Sibílio “não temos controle dos nossos vizinhos, por enquanto é apenas uma coincidência”.

Ronie Lessa publicou em sua página no Facebook em 4 de agosto de 2018, durante a campanha eleitoral, uma foto com Jair Bolsonaro (PSL). O perfil desapareceu das redes sociais.

De acordo com o Ministério Público, Lessa foi o autor dos disparos, e Elcio dirigia o GM Cobalt que perseguiu a vereadora e o motorista dela no centro do RJ.
O crime teria sido planejado três meses antes. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa dos dois ex-policiais, na busca de documentos, telefones, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros itens que possam ajudar nas investigações.

Em entrevista coletiva o delegado Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios do RJ, detalhou que outros 32 mandados de prisão estão sendo cumpridos dentro da Operação Lume, que chegou aos suspeitos do duplo assassinato.

No início da tarde, policiais da Delegacia de Homicídios do RJ encontraram em uma casa no Meyer, zona norte do Rio um arsenal de fuzis e munição.  A residência pertence a um amigo do ex-policial Ronnie Lessa.

O delegado destacou, que ainda não tem a motivação do crime, nem a autoria dos mandantes, mas não afasta a possibilidade de que o  crime tenha sido motivado por diferenças ideológicas com personalidades de esquerda, uma vez, que além da vereadora assassinada, o deputado do PSOL Marcelo Freixo e a esposa dele, também tiveram suas rotinas investigadas pelos acusados.

Na segunda etapa da investigação a polícia carioca pretende chegar ao possível mandante ou mandantes da execução da vereadora e do motorista dela.