Temer e judiciário em conflito, e tensão no julgamento de Lula

Justamente na semana em que Temer se prepara para responder o incômodo interrogatório da polícia federal sobre o esquema do Porto de Santos, adivinha quem apareceu no Planalto? Ele mesmo! O querido e sempre amigo diretor-geral da Policia Federal, Fernando Segóvia. Nomeado para cargo por Temer, ele chegou a dizer que a mala com 500 mil reais de Rocha Loures não é indício suficiente para começar uma investigação. As línguas más em Brasília, dizem que Segóvia foi ajudar o chefe a responder o questionário.

Enquanto isso, nas redes sociais multiplicam-se convocações para invadir Porto Alegre. A Presidente Nacional do PT e investigada na Operação Lava Jato, Senadora Gleisi Hoffman, botou lenha na fogueira. Ela disse que para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente.

Por falar nisso, os magistrados que vão julgar Lula em Porto Alegre estão mesmo recebendo ameaças de morte. O Presidente do Tribunal da Quarta Região, desembargador Carlos Thompson Flores, até veio a Brasília pedir socorro. Associações de magistrados de todo o país se manifestaram em defesa dos juízes, mas a coisa não está fácil. Esta semana um procurador de justiça foi assassinado no Rio. Ele investigava crimes de corrupção.

Encerrando a semana, a Justiça Federal manteve suspensa a posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho. O governo ainda esperneou e até ameaçou recorrer aos Tribunais Superiores, mas não colou. Os termômetros da opinião pública são unânimes em considerar um deboche a indicação de Cristiane para o cargo de ministra do trabalho.

E vão se preparando, porque até abril Temer deve substituir treze ministros. Nas próximas eleições saem candidatos ex-ministros lobistas, banqueiros, escravistas, vários investigados na operação Lava-Jato e todos baterão na sua porta em busca de votos.