Principais aliados de Bolsonaro não participarão das manifestações de domingo

A primeira a deixar claro que não participará, nem apoiará as manifestações promovidas por apoiadores de Presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (26) foi a “desvirada” musa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL/SP).

A deputada publicou no Twitter, no início da semana, várias mensagens criticando os atos de convocação para a manifestação de domingo. Em uma delas ela alerta:

“Estão causando um terrorismo onde não há! As pessoas estão apavoradas, escrevendo que nosso presidente está correndo risco. Ele não é amado pela esquerda, pelos formadores de opinião? É verdade”, ela concorda. “Mas quem o está colocando em risco é ele, os filhos dele e alguns assessores que o cercam.

Para ela, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá de parar de “fazer drama” para trabalhar. “Pelo amor de Deus, parem as convocações! Essas pessoas precisam de um choque de realidade. Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações! Raciocinem! Eu só peço o básico! Reflitam!”, escreveu. “Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se permitam usar! Não me calei diante dos crimes da esquerda, não me calarei diante da irresponsabilidade da direita”, afirmou.

Os apoiadores de Bolsonaro e grupos de Direita como Direita São Paulo, Juntos pela Pátria e Movimento Brasil Conservador, além de youtubers alinhados com o Palácio do Planalto, planejam fazer manifestações de apoio ao Governo e de crítica ao Legislativo e ao Judiciário em ao menos 50 cidades brasileiras.

É para ser uma espécie de desagravo ao presidente que governa há menos de cinco meses e já enfrentou um protesto contra o corte de gastos na Educação que levou milhares de pessoas as ruas de todo o País.

Entretanto, um dos principais organizadores dos protestos de rua pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, o Movimento Brasil Livre (MBL) já anunciou que não vai participar das manifestações e tem recebido duras críticas, de outros movimentos de direita, por conta desta negativa.

Segundo o Jornal o Estado de São Paulo, a representante do Juntos pela Pátria, Elizabeth Rezende afirmou que “Todos os movimentos genuinamente de direita estão deveras desapontados com o MBL”.

deputado discursa no Plenário da Câmara

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, 20, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) que se elegeu divulgando “fake News”, provou do próprio veneno, ele  disse que o grupo está sendo alvo de “fake news” e de “mau-caratismo”.

Segundo ele, há postagens ligando o MBL ao atentado a faca sofrido por Bolsonaro em setembro do ano passado. Kataguiri afirmou que vai processar os autores dessas postagens.

Para ele, pautas do ato de domingo, como o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, são “antiliberais, anticonservadoras e antirrepublicanas”. “A gente não vai defender de maneira nenhuma. O problema não está na instituição, está em ações de pessoas que utilizam o poder da instituição para fins pessoais.”

O parlamentar chamou ainda os grupos que estão organizando as manifestações de domingo de “adesistas”. “O presidente, quando erra, tem que ser criticado. Isso precisa ser pontuado. Não essa idolatria cega, não criar uma seita. Se não, vai ser um PT, uma CUT azul.”, afirmou.

Com Informações O estado de São Paulo e Agências

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