Justiça autoriza quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro e Queiroz

O juiz Flávio Nicolau, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), aceitou pedido do Ministério Público do estado e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Segundo informação do jornal “O Globo”, o pedido foi autorizado em 24 de abril. Por meio de nota, o TJ-RJ e o Ministério Público informaram que o processo corre sob sigilo, por isso não se manifestarão sobre o caso.

 O TJ-RJ também autorizou a quebra de sigilo bancário de Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, das duas filhas do ex-assessor, Nathalia e Evelyn, e da mulher de Queiróz, Marcia.

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou movimentações atípicas de Queiroz no valor de R$ 1,2 milhão referente a um período de 13 meses, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

 Também foram identificados depósitos na conta de Queiroz de funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no período em que exerceu o cargo de deputado estadual.

Entre as movimentações, está um cheque destinado à mulher do Presidente, Michelle Bolsonaro. Na época da divulgação do relatório a explicação de Jair Bolsonaro é de o dinheiro era referente a uma dívida de R$ 40 mil que Queiróz teria com ele.

De acordo com informações d’O Globo, o período autorizado para a quebra dos sigilos vai de janeiro de 2007 até dezembro do ano passado. A quebra atinge ainda 88 funcionários do gabinete de Flávio, além de suas empresas e respectivas famílias.

Entre os que terão o sigilo quebrado, estão Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe de Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope e acusado de liderar a milícia “Escritório do Crime”. Foragido, Nóbrega é acusado de vários homicídios e chegou a ser homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj.

Veja também

Por meio de nota, Flávio afirmou, após a quebra dos sigilos, que “a verdade prevalecerá, pois nada fiz de errado e não conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro”.

O senador reiterou que seu sigilo foi quebrado sem autorização judicial, o que é refutado pelo MP-RJ. Flávio também disse que informações detalhadas e sigilosas de sua conta bancária foram expostas e acusou, sem citá-lo nominalmente, que o chefe do Ministério Público vazou essas informações.

 “Somente agora, em maio de 2019 –quase um ano e meio depois– tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses”, afirmou Flávio.

Com informações O Globo e UOL

2 comentários em “Justiça autoriza quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro e Queiroz”

Os comentários estão encerrado.