Nome de Bolsonaro é ligado a um dos executores de Marielle.

De acordo com o Jornal Nacional, da TV Globo, o porteiro do condomínio de luxo onde vive Bolsonaro, no Rio, afirmou em depoimento que um dos principais acusados de matar Marielle, o ex-PM Élcio Queiroz, procurou a casa de Bolsonaro no dia do crime.

Élcio solicitou a entrada no condomínio, foi autorizado a entrar por alguém, na casa de número 58,  que teria se identificado como “Seu Jair”, mas acabou se dirigindo à propriedade de Ronnie Lessa, no mesmo local. Queiróz e Lessa estão presos acusados pelo assassinato da vereadora, desde março deste ano.https://www.veracarpes.com.br/presos-ex-policiais-militares-acusados-da-execucao-da-vereadora-marielle-franco-e-do-motorista-anderson-gomes/ .

Segundo a policia, os dois sairam do Condomínio ‘Vivendas da Barra”, momentos depois, para praticar o crime.

A Reportagem da Globo, entretanto, aponta uma contradição no depoimento do porteiro, uma vez que nesta data, o então deputado federal Jair Bolsonaro, registrou presença biométrica na Câmara dos Deputados em Brasília, tendo também divulgado posts nas redes sociais, dentro de seu gabinete, em Brasília.

A reação do presidente à reportagem foi imediata e explosiva. Ele acusou a Globo de perseguição a ele e a seus filhos, acusando a emissora de querer desestabilizar seu governo. Responsabilizou também seu ex-aliado, Wilson Witzel, governador do Rio, pelo vazamento da informação a respeito do inquérito.

Presidente Jair Bolsonaro


https://youtu.be/WoLHaXFRVQg http:// https://youtu.be/WoLHaXFRVQg

Em nota, a TV Globo respondeu as ofensas de Bolsonaro e afirmou que “não fez patifaria nem canalhice”. Também “lamenta que o presidente revele não conhecer a missão do jornalismo de qualidade e use termos injustos para insultar aqueles que não fazem outra coisa senão informar com precisão o público brasileiro”.

Esta não é a primeira vez que a família presidencial se vê envolvida no emaranhado ligado à investigação do assassinato de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes.

Já era sabido que Ronnie Lessa, hoje preso penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, morava no mesmo condomínio de luxo dos Bolsonaro. Além disso, havia registro de uma imagem do mandatário no Facebook ao lado de Élcio Queiroz. Também apareceu como envolvido na execução o Escritório do Crime, um sofisticado grupo de extermínio que faz serviços para milicianos e contraventores. Um dos integrantes do Escritório, o ex-PM Adriano Nóbrega, foragido desde janeiro por conta das investigações, já foi homenageado por Flávio Bolsonaro e possuia duas parentes que trabalhavam no gabinete do então deputado estadual até o segundo semestre de 2018.

Antes das revelações do Jornal Nacional, o último grande desdobramento envolvendo o caso havia sido o surgimento do nome de Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro e ex-líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Estado. Em setembro, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que as investigações fossem federalizadas e um novo inquérito fosse aberto para identificar os mandantes do crime. Dodge denunciou formalmente Brazão por obstrução da Justiça, falsidade ideológica e favorecimento pessoal por tentar atrapalhar o trabalho da polícia para elucidar o assassinato. A denúncia de Dodge se baseou nas conclusões da Polícia Federal, que apontaram o conselheiro como o “principal suspeito de ser o autor intelectual dos assassinatos” de Marielle e de seu motorista. Brazão nega as acusações.

A reportagem do programa da TV Globo afirma que os promotores do Rio de Janeiro, após a citação do nome do presidente, procuraram diretamente o presidente do Supremo, Dias Toffoli. Como trata-se do presidente da República, que tem foro privilegiado, caberá a Toffoli definir se o caso irá ou não para o STF.

Com informações: TV Globo e Jornal El País









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