Hoje convido você a conhecer o Museu do Hospital Colônia de Barbacena, um espaço de memória que preserva um dos capítulos mais dolorosos da história da saúde mental no Brasil. Durante visita institucional à cidade, o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) conheceu o museu, instalado no antigo Hospital Colônia, local que se tornou símbolo das graves violações de direitos humanos praticadas contra milhares de pessoas internadas ao longo do século XX.
Inaugurado em 1903, o Hospital Colônia de Barbacena foi concebido para o tratamento de pessoas com transtornos mentais, mas, com o passar das décadas, transformou-se em um espaço de exclusão. Além de pacientes psiquiátricos, passaram a ser internadas pessoas consideradas “indesejáveis” pela sociedade da época, muitas delas sem qualquer diagnóstico de doença mental.
Na década de 1960, o hospital chegou a abrigar mais de cinco mil internos, número muito superior à sua capacidade. Homens, mulheres e crianças viviam em condições de extrema superlotação, submetidos à fome, ao frio, à negligência e a diferentes formas de violência. Estima-se que cerca de 60 mil pessoas tenham morrido no Hospital Colônia ao longo de aproximadamente sete décadas, transformando o local em um dos maiores símbolos da violação da dignidade humana no país.
Hoje, o museu preserva documentos, fotografias, objetos e relatos que ajudam a compreender essa história e reforçam a importância da memória para que tragédias como essa jamais se repitam.