Reforma trabalhista – Vitória da impopularidade

A semana encerra com duas retumbantes vitórias da impopularidade de Michel Temer. 93% de desaprovação – nunca ninguém foi tão alto nessa marca. E a reforma trabalhista, que retira direitos históricos do trabalhador. Aprovada no Senado com 50 votos para o Governo e meros 26 contra. Na sequencia a reforma foi sancionada pelo Palácio do Planalto.

Acuado por um escândalo de corrupção que pode coloca-lo para fora do jogo, Temer mostrou que ainda dá as cartas na Câmara dos Deputados.

A Comissão de Constituição e Justiça analisou o pedido de abertura de processo penal contra o presidente pelo crime de corrupção passiva. O relator Sérgio Zweiter (PMDB/RJ), do mesmo partido de Temer, foi favorável à abertura do processo.

Mas para se salvar, Michel Temer colocou a tropa de choque em campo, abriu os cofres para as emendas parlamentares, distribuiu cargos e ainda comandou a troca de vinte deputados duvidosos na CCJ, por gente amiga.

E o troca-troca funcionou. O Governo alcançou uma vitória expressiva, de 40 votos contra apenas 25 que pediam a investigação.

Um novo relatório, agora do tucano amigo Paulo Abi Ackel (PSDB/MG), pede o arquivamento da denúncia contra Temer, que será votada no plenário da Câmara, na volta do recesso parlamentar, em agosto.

Só para esclarecer: toda essa estratégia do toma-lá-dá-cá, dos favores e cortesias com o chapéu do contribuinte, sempre existiram no Brasil.

Collor, FHC, Lula e Dilma (só para citar os mais recentes), todos fizeram a mesma coisa. Essa prática sempre decidiu votações importantes no Congresso e olha só: não é contra a lei. Como disse, certa vez, Tiago de Melo num poema: é natural, mas fede.

crédito: foto da web

 

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