O presidente da República, Jair Bolsonaro, fará uma reunião nesta segunda-feira (25) com a alta cúpula do governo para discutir a crise política na relação entre o Executivo e o Presidente da Câmara Rodrigo Maia e seus reflexos na tramitação da Reforma da Previdência.
A crise começou depois de atrito entre Rodrigo Maia e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro sobre a decisão de Maia de adiar a tramitação do projeto anticrime apresentado por Moro. Ao ser criticado pelo ministro, Maia afirmou que Moro é “um funcionário de Bolsonaro”, ou seja, não foi eleito pelo voto e mais, que o projeto anticrime é um corta e cola de outro projeto que já tramita na Câmara dos Deputados.
Foi o que bastou, para o vereador Carlos Bolsonaro, o “pitbull” do Presidente sair em defesa de Moro nas redes sociais, aumentando a temperatura da crise.
Era só o começo da mais nova crise do novo governo. No fim de semana, Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, trocaram farpas por meio de declarações à imprensa, a respeito da articulação política para a tramitação e aprovação da reforma da Previdência.
O texto da Previdência chegou ao Congresso em 20 de fevereiro e ainda não andou nenhum milímetro. A escolha do relator do texto, prevista para semana passada, foi adiada pela “piora do cenário político”, segundo o próprio presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) Felipe Francischini (PSL-PR).
Retrospectiva da Crise
Na sexta-feira em telefonema ao ministro da Economia, Paulo Guedes, Rodrigo Maiaafirma que deixaria a articulação política pela aprovação da reforma da Previdência no Congresso. O motivo: ataques em redes sociais de filhos e aliados de Bolsonaro.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o presidente da Câmara afirma que Bolsonaro “precisa ter mais tempo para cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter”. Diz que, desse jeito, a reforma “não vai andar”.
Fechando a semana no sábado o Jornal o Estado de São Paulo publica entrevista com Rodrigo Maia onde ele crítica a falta de articulação política da gestão bolsonarista e se refere ao governo como “deserto de ideias”. Também em resposta a pergunta se presidente deveria conter a atuação dos filhos nas redes sociais, respondeu: “Tenho dificuldade de falar como o presidente deve tratar os filhos dele. Eu sei como tratar os meus”.
A demora da tramitação da Reforma de Previdência já reflete na economia com a queda de ações na Bolsa de Valores e aumento do dólar.
Participam da reunião: os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Segurança Institucional).
Pelo visto Rodrigo Maia Rodrigo Maia anda com saudades do ex-presidente Michel Temer, com quem também vivia as turras, confira uma das crises entre os dois em 22 de outubro de 2017.
Com Informações MSN Notícias
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